Seria o amor como o mar?
Imenso, poderoso, envolvente, profundo.
Ora agitado, ora manso,
Ora em alta, ora em baixa,
Lindo quando encontra o céu e traça o horizonte.
Assustador?
Seria o amor como o vento?
Morno, suave, gostoso, arrebatador.
Ora vigoroso, ora calmaria,
Ora trazendo a tormenta, ora trazendo a bonança,
Uma brisa, um sopro, um furacão.
Inconstante?
Seria o amor como a terra?
Cheia de segredos, de vida, macia, arenosa.
Ora fértil, guardando a semente a geminar,
Ora árida, seca, sem nada para dar,
Mas sempre uma promessa de vida por começar.
Esperança?
Seria o amor como o fogo?
Quente, doloroso, que ilumina, que arrasa.
Ora bem vindo, ora maldição,
Ora incontrolável, ora uma chama.
A grande conquista do homem.
Fascinante?
Lilia Maria
Mostrando postagens com marcador Amor Antigo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor Antigo. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Só vou gostar de quem gosta de mim
Amor Antigo
Este amor é tão antigo
Que há muito já caducou,
E há tanto tempo existe
Que do meu coração se apossou.
Usucapião com certeza,
Para tomar posse, usou.
Com tanta antiguidade,
E por seu o pioneiro,
A todos os outros expulsou,
E sem pedir ordem ou licença,
Se instalou e ficou.
Lilia Maria
Este amor é tão antigo
Que há muito já caducou,
E há tanto tempo existe
Que do meu coração se apossou.
Usucapião com certeza,
Para tomar posse, usou.
Com tanta antiguidade,
E por seu o pioneiro,
A todos os outros expulsou,
E sem pedir ordem ou licença,
Se instalou e ficou.
Lilia Maria
Acho que escrevi este poema para mim mesma, afinal de contas a primeira pessoa que gostei foi de mim mesma, não foi? Toda vez que vejo um bebezinho observando as próprias mãos e os pés, logo penso que ele está namorando a si próprio.
A gente tem que se amar acima de tudo, pois só o amor atrai o amor.
Lembro-me bem que um dia acordei e estava tocando "Só vou gostar de quem gosta de mim". Logo pensei, "é isso!". Depois, no caminho da Editora onde trabalhava, fui matematicando a minha decisão.
- Se eu só gosto de quem me gosta, e quem me gosta só gosta de quem o gosta, estamos todos nos gostando sem medo de gostar. Ô coisa boa! A vida devia ser mais assim.
Marcadores:
Amor Antigo
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Desesperança
Que braços se abrirão
Para acolher este anjo
Que a vida negou
O direito de crescer?
Como dizer esta criança
Que acabaram-se os sonhos,
Que esperança se esvaíram
Por entre os dedos
Que estavam a segurá-la?
Como eu explico a ela,
Que o amanhã não virá,
Que o dia não amanhecerá,
Que a flor não desabrachará,
Que o livro se fechará?
Como eu digo...
Lilia Maria
Para acolher este anjo
Que a vida negou
O direito de crescer?
Como dizer esta criança
Que acabaram-se os sonhos,
Que esperança se esvaíram
Por entre os dedos
Que estavam a segurá-la?
Como eu explico a ela,
Que o amanhã não virá,
Que o dia não amanhecerá,
Que a flor não desabrachará,
Que o livro se fechará?
Como eu digo...
Lilia Maria
Marcadores:
Amor Antigo
domingo, 27 de março de 2011
Buscando ser feliz
Que a leveza do pensamento
Percorra campos verdejantes,
Lagos de águas tranqüilas,
Mares de espumas flutuantes.
Que olhos vejam a beleza
Do romper da casca de um ovo,
Do desabrochar de uma flor,
Do vôo gracioso dos pássaros.
Que o homem descubra em si
O motivo da sua jornada ,
A determinação para buscar mais largos horizontes,
A certeza de um amanhã promissor.
Que cada minuto de prazer seja eterno,
Que a felicidade não seja efêmera,
Que a vida seja uma dádiva,
Que a paz de espírito seja perene.
Que a alma tenha asas para voar,
E o grande arco-íris possa encontrar,
Onde de um lado se tenha a força do saber,
E do outro a riqueza das emoções.
Seja a vida uma arte!
Seja a alegria um dom!
Seja o amor sincero!
Seja a felicidade constante!
Lilia Maria
Percorra campos verdejantes,
Lagos de águas tranqüilas,
Mares de espumas flutuantes.
Que olhos vejam a beleza
Do romper da casca de um ovo,
Do desabrochar de uma flor,
Do vôo gracioso dos pássaros.
Que o homem descubra em si
O motivo da sua jornada ,
A determinação para buscar mais largos horizontes,
A certeza de um amanhã promissor.
Que cada minuto de prazer seja eterno,
Que a felicidade não seja efêmera,
Que a vida seja uma dádiva,
Que a paz de espírito seja perene.
Que a alma tenha asas para voar,
E o grande arco-íris possa encontrar,
Onde de um lado se tenha a força do saber,
E do outro a riqueza das emoções.
Seja a vida uma arte!
Seja a alegria um dom!
Seja o amor sincero!
Seja a felicidade constante!
Lilia Maria
Marcadores:
Amor Antigo
quinta-feira, 24 de março de 2011
Folha
Folha da árvore caída,
Balança solta ao vento,
Vai pra lá, vem pra cá,
Rola, voa, cai e torna a rolar.
Parece ter vida,
Pelo vento movida,
Até seu destino encontrar.
Então, já amarelecida,
No canto esquecida,
Fica a esperar,
Que o vento sopre,
Que a chuva caia,
Que algo aconteça,
Para seu destino mudar.
Lilia Maria
Uma poesia de outono.
Os dias frios e úmidos começam a preparar o inverno.
Amo o inverno, o ar frio penetrando nas narinas, o céu azul sem uma nuvem, o sol que brilha mas não dá conta de esquentar. Tudo isso dá ao meu dia um ar europeu. Saudades de Barcelona...
Balança solta ao vento,
Vai pra lá, vem pra cá,
Rola, voa, cai e torna a rolar.
Parece ter vida,
Pelo vento movida,
Até seu destino encontrar.
Então, já amarelecida,
No canto esquecida,
Fica a esperar,
Que o vento sopre,
Que a chuva caia,
Que algo aconteça,
Para seu destino mudar.
Lilia Maria
Uma poesia de outono.
Os dias frios e úmidos começam a preparar o inverno.
Amo o inverno, o ar frio penetrando nas narinas, o céu azul sem uma nuvem, o sol que brilha mas não dá conta de esquentar. Tudo isso dá ao meu dia um ar europeu. Saudades de Barcelona...
Marcadores:
Amor Antigo
terça-feira, 22 de março de 2011
Sala de espera
Na sala de espera,
Olhos aflitos, benditos,
Me examinam à entrada.
Vasculham minhas entranhas,
Buscam motivos, razões
Para que eu esteja ali.
E sorriem acolhedores,
Solidários, cúmplices
Na mesma batalha,
Na mesma sina.
Gestos serenos, contidos,
Dão boas vindas aos que chegam,
E encorajam silenciosamente,
Cautelosamente, docemente,
Os que parecem perdidos
Diante da nova situação.
Lilia Maria
Bem vinda à vida!
Foi assim que a técnica se despediu de mim no último dia da radioterapia.
Naquele momento eu estava renascendo. Eu tinha certeza que estava curada e que nunca mais veria em qualquer exame meu aquelas palavras que me deixaram quase sem fala alguns meses antes: carcinoma.
Foram 28 sessões. Normalmente eu era uma das últimas clientes do dia, e sempre chegava cedo com a esperança de poder ser atendida antes. O meu horário habitual era 23:30h. Ia sozinha, muitas vezes depois de um dia de mais de 12 horas de trabalho.
Escrevi este poema na sala de espera onde eu via olhos esperançosos, descrença e prostração; sorrisos, lágrimas e indignação diante da vida e da provação. Foram dias de tristeza e cansaço, dias de muita reflexão e de encontros com o mais íntimo dos meus eus. Foram dias de confissão.
Aprendi mais de mim mesma do que já havia feito em toda a minha vida. Foram dias de perdão.
Bem vinda à vida! Eu estava pronta...
Olhos aflitos, benditos,
Me examinam à entrada.
Vasculham minhas entranhas,
Buscam motivos, razões
Para que eu esteja ali.
E sorriem acolhedores,
Solidários, cúmplices
Na mesma batalha,
Na mesma sina.
Gestos serenos, contidos,
Dão boas vindas aos que chegam,
E encorajam silenciosamente,
Cautelosamente, docemente,
Os que parecem perdidos
Diante da nova situação.
Lilia Maria
Bem vinda à vida!
Foi assim que a técnica se despediu de mim no último dia da radioterapia.
Naquele momento eu estava renascendo. Eu tinha certeza que estava curada e que nunca mais veria em qualquer exame meu aquelas palavras que me deixaram quase sem fala alguns meses antes: carcinoma.
Foram 28 sessões. Normalmente eu era uma das últimas clientes do dia, e sempre chegava cedo com a esperança de poder ser atendida antes. O meu horário habitual era 23:30h. Ia sozinha, muitas vezes depois de um dia de mais de 12 horas de trabalho.
Escrevi este poema na sala de espera onde eu via olhos esperançosos, descrença e prostração; sorrisos, lágrimas e indignação diante da vida e da provação. Foram dias de tristeza e cansaço, dias de muita reflexão e de encontros com o mais íntimo dos meus eus. Foram dias de confissão.
Aprendi mais de mim mesma do que já havia feito em toda a minha vida. Foram dias de perdão.
Bem vinda à vida! Eu estava pronta...
Marcadores:
Amor Antigo,
Câncer
domingo, 13 de março de 2011
Bailarina
Menina,
Que sina,
Vida de bailarina!
Com a leveza da ave,
Que plana no ar,
Flutua no palco,
Feliz a dançar.
E rodopia,
Com graça e destreza,
À música emprestando,
Toda sua beleza.
Ao te ver tão faceira,
Fico a resgatar
No tempo passado,
Um outro bailado.
E longe vai a imaginação!
Menina,
Me ensina,
O que é ser bailarina?
Lilia Maria
Que sina,
Vida de bailarina!
Com a leveza da ave,
Que plana no ar,
Flutua no palco,
Feliz a dançar.
E rodopia,
Com graça e destreza,
À música emprestando,
Toda sua beleza.
Ao te ver tão faceira,
Fico a resgatar
No tempo passado,
Um outro bailado.
E longe vai a imaginação!
Menina,
Me ensina,
O que é ser bailarina?
Lilia Maria
Este poema foi escrito há tanto tempo que a pequena bailarina nele retratada hoje deve ser uma linda moça.
Marcadores:
Amor Antigo
sexta-feira, 11 de março de 2011
Brincadeira de criança
Passa, passa,
Pula, traça,
Passa, pula,
Traça e passa...
Brincando com a vida,
Pula e passa,
No traço do compasso,
Passa e pula sem trapaça.
Um jogo, uma brincadeira,
Passa anel,
Pula pula,
Jogando amarelinha,
De um pé só,
Dois só na lua.
E a pedrinha que rolou,
Foi embora,
Caiu na roda,
Ciranda, cirandinha,
Roda e pula
O verso final.
Lilia Maria
Pula, traça,
Passa, pula,
Traça e passa...
Brincando com a vida,
Pula e passa,
No traço do compasso,
Passa e pula sem trapaça.
Um jogo, uma brincadeira,
Passa anel,
Pula pula,
Jogando amarelinha,
De um pé só,
Dois só na lua.
E a pedrinha que rolou,
Foi embora,
Caiu na roda,
Ciranda, cirandinha,
Roda e pula
O verso final.
Lilia Maria
Marcadores:
Amor Antigo
quarta-feira, 9 de março de 2011
Amor diferente
A porta bate com força,
O vento não a deixa em paz,
E zune através da vidraça...
E faz a chuva cair.
A tarde fica triste,
Triste fica meu coração
Pensando que havia calor no passado,
Mas passou, esfriou, acabou...
O amor, o calor, e agora a dor.
E, quando mais nada restar
Poderei de novo encontrar
A ressonância, o eco, o espelho.
Quero um amor diferente,
Que me ajude fazer o macarrão,
Que enxugue os pratos e a pia,
Que venha comigo caminhar,
Dividir, transgredir, cumpliciar,
Sempre...
Lilia Maria
Escrevi este poema no dia que resolvi que iria ser feliz. Abri portas e janelas, deixei o sol entrar. Estava pronta para recomeçar. Buscava um parceiro de jornada. Se ele acontecesse seria a melhor coisa da minha vida, mas deveria ser uma pessoa muito especial.
O vento não a deixa em paz,
E zune através da vidraça...
E faz a chuva cair.
A tarde fica triste,
Triste fica meu coração
Pensando que havia calor no passado,
Mas passou, esfriou, acabou...
O amor, o calor, e agora a dor.
E, quando mais nada restar
Poderei de novo encontrar
A ressonância, o eco, o espelho.
Quero um amor diferente,
Que me ajude fazer o macarrão,
Que enxugue os pratos e a pia,
Que venha comigo caminhar,
Dividir, transgredir, cumpliciar,
Sempre...
Lilia Maria
Escrevi este poema no dia que resolvi que iria ser feliz. Abri portas e janelas, deixei o sol entrar. Estava pronta para recomeçar. Buscava um parceiro de jornada. Se ele acontecesse seria a melhor coisa da minha vida, mas deveria ser uma pessoa muito especial.
Minha amiga psicóloga, Sandra Cardoso, sempre me dizia que era preciso viver o luto em toda a sua plenitude para poder virar a página de verdade. Eu tinha que virar a página, não apagá-la. As experiências do passado sempre nos fazem enxergar o que almejamos para o futuro.
Hoje, começando a escrever uma nova página no livro da vida, sei muito bem o que quero e o que espero. Finalmente consigo caminhar de olhos bem abertos...
Hoje, começando a escrever uma nova página no livro da vida, sei muito bem o que quero e o que espero. Finalmente consigo caminhar de olhos bem abertos...
Marcadores:
Amor Antigo
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Poetas
Poetas deliram,
Criam a realidade,
Iludem-se,
Flagelam-se.
Mistificam,
Inspiram-se,
Transpiram prazer
De escrever,
De contar,
De romancear.
Transvertem-se em cores,
Entregam-se a amores
Vãos,
Perdidos,
Sofridos.
Sentem,
Pressentem,
Choram
O momento perdido,
A palavra não dita,
O sonho não vivido.
E se escondem
Atrás do verso,
Do sorriso,
Da vida.
E renascem das cinzas,
Buscam emoções,
Acalmam-se,
Põe os pés no chão,
Suspiram,
E começam tudo outra vez.
Lilia Maria
Criam a realidade,
Iludem-se,
Flagelam-se.
Mistificam,
Inspiram-se,
Transpiram prazer
De escrever,
De contar,
De romancear.
Transvertem-se em cores,
Entregam-se a amores
Vãos,
Perdidos,
Sofridos.
Sentem,
Pressentem,
Choram
O momento perdido,
A palavra não dita,
O sonho não vivido.
E se escondem
Atrás do verso,
Do sorriso,
Da vida.
E renascem das cinzas,
Buscam emoções,
Acalmam-se,
Põe os pés no chão,
Suspiram,
E começam tudo outra vez.
Lilia Maria
Marcadores:
Amor Antigo
domingo, 22 de agosto de 2010
Atitude
Águas calmas correm profundas!
Águas represadas pedem vazão!
Mexa no lago,
Faça um rodamoinho,
Abra a comporta,
Deixa a água sair!
E, se não der mais pra segurar,
Deixa o lago secar.
Tudo toma seu curso
Mesmo quando se erra
Com vontade de acertar.
Lilia Maria
out/2002
Depois de perder toda a pesquisa de um ano todo, de perder o texto da qualificação e todos os gráficos e mapas, eu parecia calma e tranqüila como se nada tivesse acontecido. Não adiantava esbravejar, brigar, falar, me debater. As águas corriam profundas! Deixei o lago secar e agora vou recomeçar.
Na vida nada acontece por acaso. Creio que eu precisava disso tudo para parar, pensar e refazer o caminho e, desta vez sem atalhos.
Águas represadas pedem vazão!
Mexa no lago,
Faça um rodamoinho,
Abra a comporta,
Deixa a água sair!
E, se não der mais pra segurar,
Deixa o lago secar.
Tudo toma seu curso
Mesmo quando se erra
Com vontade de acertar.
Lilia Maria
out/2002
Depois de perder toda a pesquisa de um ano todo, de perder o texto da qualificação e todos os gráficos e mapas, eu parecia calma e tranqüila como se nada tivesse acontecido. Não adiantava esbravejar, brigar, falar, me debater. As águas corriam profundas! Deixei o lago secar e agora vou recomeçar.
Na vida nada acontece por acaso. Creio que eu precisava disso tudo para parar, pensar e refazer o caminho e, desta vez sem atalhos.
Marcadores:
Amor Antigo,
PP
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Vai e Vem
Vira e volta,
Vai e vem,
Vira e gira,
Vem também.
Vem que aqui tem
Mel de vintém,
Sol e alegria,
Amor todo dia.
Vai e vem,
Fica também,
Um momento,
Uma vida,
Para todo o sempre,
Amém!
Vira e volta,
Revira a vida,
Que gira e que volta,
Ao ponto da partida.
Partida de ida,
Partida de saída,
Vira e volta,
Direto pra mim.
Se você não entendeu,
Posso até explicar,
Que a gente vira e volta,
Sempre para o mesmo lugar.
Lilia Maria
02/12/2002
Um jogo de palavras que muitos leram e não entenderam.
Vai e vem,
Vira e gira,
Vem também.
Vem que aqui tem
Mel de vintém,
Sol e alegria,
Amor todo dia.
Vai e vem,
Fica também,
Um momento,
Uma vida,
Para todo o sempre,
Amém!
Vira e volta,
Revira a vida,
Que gira e que volta,
Ao ponto da partida.
Partida de ida,
Partida de saída,
Vira e volta,
Direto pra mim.
Se você não entendeu,
Posso até explicar,
Que a gente vira e volta,
Sempre para o mesmo lugar.
Lilia Maria
02/12/2002
Um jogo de palavras que muitos leram e não entenderam.
Marcadores:
Amor Antigo,
PP
sábado, 17 de abril de 2010
Paixão
Que o rubro dos meus lábios
Toque a sua pele macia
E trace um caminho de fogo
Que te desperte e aqueça.
Que beijos e mais beijos
Te façam vibrar de prazer.
Que o seu corpo molhado
Venha se aconchegar junto ao meu.
Ah! Paixão que me consome!
Corpo e alma entrelaçados,
Sem mistérios ou segredos.
Para uma entrega plena e profunda.
Que braços se abracem,
Que bocas se procurem,
Que num momento de pura magia
Eu adormeça junto a quem a fome me sacia!
Lilia Maria
set/2002
Adoro a última estrofe. Para mim ela é o poema do poema.
Toque a sua pele macia
E trace um caminho de fogo
Que te desperte e aqueça.
Que beijos e mais beijos
Te façam vibrar de prazer.
Que o seu corpo molhado
Venha se aconchegar junto ao meu.
Ah! Paixão que me consome!
Corpo e alma entrelaçados,
Sem mistérios ou segredos.
Para uma entrega plena e profunda.
Que braços se abracem,
Que bocas se procurem,
Que num momento de pura magia
Eu adormeça junto a quem a fome me sacia!
Lilia Maria
set/2002
Adoro a última estrofe. Para mim ela é o poema do poema.
Marcadores:
Amor Antigo
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Doce deleite
Olhar acarinhando,
Seduzindo,
Brincando.
Sorriso gostando,
Entregando,
Chamando.
Gesto insinuando,
Convidando,
Enlaçando.
Língua provando,
Degustando,
Exigindo,
Buscando.
Palavras molhando,
Delirando.
Bocas sondando,
Enlouquecendo.
Corpo deitando,
Oferecendo.
Lábios chamando,
Querendo,
Sussurrando.
Mãos empurrando,
Trazendo,
Experimentando.
Gemidos,
Sussurros,
Explosão de cores.
Paz,
Aconchego,
Sonho...
Lilia Maria
set/2002
Este é mais um poema da série sensual. Claro que alguns poderiam achar pornográfico pois ele é muito explícito. Eu particularmente acredito na pureza daquilo que é feito com amor, seja lá o que for.
Seduzindo,
Brincando.
Sorriso gostando,
Entregando,
Chamando.
Gesto insinuando,
Convidando,
Enlaçando.
Língua provando,
Degustando,
Exigindo,
Buscando.
Palavras molhando,
Delirando.
Bocas sondando,
Enlouquecendo.
Corpo deitando,
Oferecendo.
Lábios chamando,
Querendo,
Sussurrando.
Mãos empurrando,
Trazendo,
Experimentando.
Gemidos,
Sussurros,
Explosão de cores.
Paz,
Aconchego,
Sonho...
Lilia Maria
set/2002
Este é mais um poema da série sensual. Claro que alguns poderiam achar pornográfico pois ele é muito explícito. Eu particularmente acredito na pureza daquilo que é feito com amor, seja lá o que for.
Marcadores:
Amor Antigo
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Beijo Roubado
Lábios se tocam,
Levemente,
Gentilmente,
Se entreabrem,
Suspiram...
Ah! Língua atrevida!
Insinua,
Invade,
Convida.
E aprofunda...
E recolhe...
E chama...
Uma doce dança,
Uma troca,
Um prazer,
Um martírio,
Um devaneio.
Lilia Maria
31/08/2002
Levemente,
Gentilmente,
Se entreabrem,
Suspiram...
Ah! Língua atrevida!
Insinua,
Invade,
Convida.
E aprofunda...
E recolhe...
E chama...
Uma doce dança,
Uma troca,
Um prazer,
Um martírio,
Um devaneio.
Lilia Maria
31/08/2002
Ontem recebi um e-mail dizendo que era dia do beijo. Será? No próximo dia do beijo vou sair beijando o mundo... (rs) Só não garanto que serão beijos roubados como este que descrevo no poema. Quando escrevi isso, o Prof. Gerson Pigatto classificou como "pornográfico". Eu diria que é sensual. E você que acabou de ler, o que você acha?
Marcadores:
Amor Antigo
quarta-feira, 31 de março de 2010
Adeus aos meus pudores
Se algum um dia,
Ao mostrar o corpo,
Tão meu, tão intocado,
Tão sagrado, tão guardado,
Constrangimentos senti,
Já não tenho mais tantos pudores,
Em expor os seios nus,
Diante de olhos assépticos,
Profissionais, éticos.
Não há novidade,
Não há sobressaltos,
É coisa do dia a dia,
Apenas terapia,
Apenas profilaxia,
Do câncer extirpado,
Banido, recortado,
Que foi me acontecer.
Lilia Maria
14/09/2004
Ontem, nem sei porque, comentei que um dia tive câncer. Eu não falo muito do assunto. Passou. Já recebi alta e já deixei de ser uma portadora assintomática. Claro que o meu caso não era grave. Numa escala de 0 a 5, onde 0 seria sem a doença e 5 seria o estado terminal, eu estaria no 1. Como disse meu oncomastologista, tenho um anjo da guarda que me ama muito.
Lembro-me que passei muitos meses fazendo exames. Todos davam negativo, mas o Dr. José David não ficava satisfeito. Ele constatou a presença de um tecido diferenciado na minha mama direita. Era como se eu tivesse levado uma bolada (palavras dele) e machucado internamente. Depois de algum tempo ficou uma cicatriz. Segundo ele, esta cicatriz era o local ideal para um câncer se alojar.
Um dia ele disse que estava cansado de mandar me espetar (para os exames era feita uma punção e retirado o material para a biopsia) e que iria retirar cirurgicamente todo o tecido. Ele disse que eu poderia escolher entre operar em julho ou dezembro, mas que não deveria passar disso.
Minha mãe sempre me dizia que se a gente tem que passar por alguma coisa ruim que seja logo, pois assim logo passa. E assim foi. Escolhi julho. Depois de dez dias da cirurgia, recebi das mãos da enfermeira do meu médico o exame total do material extirpado. Li, li, li e de repente no meio do texto apareceu a palavra temida: carcinoma. O tempo parou. Não... Li errado... Vamos lá... Reli, reli, reli... Até que finalmente entrei na sala do médico. A primeira coisa que ele me falou: você é católica? Você acredita em anjo da guarda? Então reza muito pelo seu, pois se esperássemos até dezembro não sei o que eu teria que tirar.
Saí do consultório com um pedido de ressonância magnética, pois ele não sabia previamente poderia ter sobrado alguma coisa ainda. Depois foram 28 sessões de radioterapia. Em momento algum eu pensei que poderia não dar certo. Correu tudo bem. E aqui estou eu.
Hoje algumas pessoas “menos avisadas” dizem: nossa! Que bom que era um câncer benigno. Gente!!!! Já cansei de explicar que não há câncer benigno e que hoje tem cura. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chance se tem de vencer a doença. Quanta gente percebe que tem algo errado e diz que não vai ao médico, pois tem medo de ter um câncer. Na verdade esse medo mata mais que a própria doença.
É isso... Este poema foi escrito quando iniciei o meu tratamento.
Cuidem-se!!!!!
Ao mostrar o corpo,
Tão meu, tão intocado,
Tão sagrado, tão guardado,
Constrangimentos senti,
Já não tenho mais tantos pudores,
Em expor os seios nus,
Diante de olhos assépticos,
Profissionais, éticos.
Não há novidade,
Não há sobressaltos,
É coisa do dia a dia,
Apenas terapia,
Apenas profilaxia,
Do câncer extirpado,
Banido, recortado,
Que foi me acontecer.
Lilia Maria
14/09/2004
Ontem, nem sei porque, comentei que um dia tive câncer. Eu não falo muito do assunto. Passou. Já recebi alta e já deixei de ser uma portadora assintomática. Claro que o meu caso não era grave. Numa escala de 0 a 5, onde 0 seria sem a doença e 5 seria o estado terminal, eu estaria no 1. Como disse meu oncomastologista, tenho um anjo da guarda que me ama muito.
Lembro-me que passei muitos meses fazendo exames. Todos davam negativo, mas o Dr. José David não ficava satisfeito. Ele constatou a presença de um tecido diferenciado na minha mama direita. Era como se eu tivesse levado uma bolada (palavras dele) e machucado internamente. Depois de algum tempo ficou uma cicatriz. Segundo ele, esta cicatriz era o local ideal para um câncer se alojar.
Um dia ele disse que estava cansado de mandar me espetar (para os exames era feita uma punção e retirado o material para a biopsia) e que iria retirar cirurgicamente todo o tecido. Ele disse que eu poderia escolher entre operar em julho ou dezembro, mas que não deveria passar disso.
Minha mãe sempre me dizia que se a gente tem que passar por alguma coisa ruim que seja logo, pois assim logo passa. E assim foi. Escolhi julho. Depois de dez dias da cirurgia, recebi das mãos da enfermeira do meu médico o exame total do material extirpado. Li, li, li e de repente no meio do texto apareceu a palavra temida: carcinoma. O tempo parou. Não... Li errado... Vamos lá... Reli, reli, reli... Até que finalmente entrei na sala do médico. A primeira coisa que ele me falou: você é católica? Você acredita em anjo da guarda? Então reza muito pelo seu, pois se esperássemos até dezembro não sei o que eu teria que tirar.
Saí do consultório com um pedido de ressonância magnética, pois ele não sabia previamente poderia ter sobrado alguma coisa ainda. Depois foram 28 sessões de radioterapia. Em momento algum eu pensei que poderia não dar certo. Correu tudo bem. E aqui estou eu.
Hoje algumas pessoas “menos avisadas” dizem: nossa! Que bom que era um câncer benigno. Gente!!!! Já cansei de explicar que não há câncer benigno e que hoje tem cura. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chance se tem de vencer a doença. Quanta gente percebe que tem algo errado e diz que não vai ao médico, pois tem medo de ter um câncer. Na verdade esse medo mata mais que a própria doença.
É isso... Este poema foi escrito quando iniciei o meu tratamento.
Cuidem-se!!!!!
Marcadores:
Amor Antigo
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Histórias do meu pai (I)
Meu pai, batizado Breno Faccio, com os seus 85 anos completados em dezembro passado, está se tornando cada vez mais um grande contador de histórias. Volta e meia eu gravo algumas conversas, pois um dia ainda quero transformar tudo em um livro.
O único problema está em ter certeza que o personagem principal é mesmo aquele que ele coloca, pois já peguei a mesma história com atores diferentes. Mesmo que alguma coisa seja da sua imaginação, a maior parte do que ele conta é a mais pura verdade.
De qualquer forma, vou tentar tomar cuidado com o que vou escrever, pois muitos dos personagens, apesar de já terem morrido, são personalidades principalmente do mundo político.
O Sr. Breno nasceu em Ribeirão Preto em 1924. Menino pobre, desde cedo começou a trabalhar para ajudar no sustento da casa. Diz ele que já aos 8 anos trabalhava em uma oficina mecânica sendo que aos 12 já era chefe e ganhava tanto ou mais que seu pai.
Quando tinha 16 anos arrastou a família toda para São Paulo onde montou uma oficina mecânica na região central da cidade. Como era época da guerra e havia racionamento de combustível, especializou-se em adaptar carros de passeio para o uso de gasogênio.
Não vou me aventurar aqui a explicar o que é o tal gasogênio, pois nem tenho conhecimento suficiente para isso. Só sei pelo que meu pai conta que era um aparelho transformava, por combustão, carvão vegetal em gás. Era este gás que fazia o motor funcionar. Era um processo simples e barato, porém trabalhoso e altamente poluente além de outros inconvenientes.
Um dos clientes do meu pai, que veio a ser seu amigo e companheiro de pescaria, foi o Dr. Ademar de Barros. É muito engraçado vê-lo imitando a voz do Dr. Ademar. Lembro-me bem da figura. Meu pai costumava freqüentar a sua casa e conhecia bem toda a família. Ainda hoje, quando ando com ele lá pelos lados do bairro de Higienópolis, ele se lembra perfeitamente onde eram as casas da família apesar de já terem sido demolidas e transformadas em grandes edifícios.
Outro dia ele contou que “causo” interessante que foi contado pelo Dr. Ademar. Diz ele que um figurão, acho que era um antigo Presidente da República, estava um dia pescando quando foi abatido por uma sede muito grande e estava sem água potável. E repente ele avistou uma melancia enorme. Olhou para os lados e não viu ninguém. Sacou o canivete (pescador sempre tem um) e saciou a sede comendo a tal melancia. Quando terminou não achou justo se servir sem pagar. Sacou então a carteira do bolso, pegou dinheiro que achou suficiente para cobrir o prejuízo e colocou no lugar da fruta com um bilhetinho dizendo que se o dinheiro não fosse suficiente que o dono poderia cobrar a diferença dele. Assinou e colocou o endereço. Apesar da atitude até que foi um gesto honesto. Qualquer dia destes vou perguntar a ele quem era este cidadão.
O único problema está em ter certeza que o personagem principal é mesmo aquele que ele coloca, pois já peguei a mesma história com atores diferentes. Mesmo que alguma coisa seja da sua imaginação, a maior parte do que ele conta é a mais pura verdade.
De qualquer forma, vou tentar tomar cuidado com o que vou escrever, pois muitos dos personagens, apesar de já terem morrido, são personalidades principalmente do mundo político.
O Sr. Breno nasceu em Ribeirão Preto em 1924. Menino pobre, desde cedo começou a trabalhar para ajudar no sustento da casa. Diz ele que já aos 8 anos trabalhava em uma oficina mecânica sendo que aos 12 já era chefe e ganhava tanto ou mais que seu pai.
Quando tinha 16 anos arrastou a família toda para São Paulo onde montou uma oficina mecânica na região central da cidade. Como era época da guerra e havia racionamento de combustível, especializou-se em adaptar carros de passeio para o uso de gasogênio.
Não vou me aventurar aqui a explicar o que é o tal gasogênio, pois nem tenho conhecimento suficiente para isso. Só sei pelo que meu pai conta que era um aparelho transformava, por combustão, carvão vegetal em gás. Era este gás que fazia o motor funcionar. Era um processo simples e barato, porém trabalhoso e altamente poluente além de outros inconvenientes.
Um dos clientes do meu pai, que veio a ser seu amigo e companheiro de pescaria, foi o Dr. Ademar de Barros. É muito engraçado vê-lo imitando a voz do Dr. Ademar. Lembro-me bem da figura. Meu pai costumava freqüentar a sua casa e conhecia bem toda a família. Ainda hoje, quando ando com ele lá pelos lados do bairro de Higienópolis, ele se lembra perfeitamente onde eram as casas da família apesar de já terem sido demolidas e transformadas em grandes edifícios.
Outro dia ele contou que “causo” interessante que foi contado pelo Dr. Ademar. Diz ele que um figurão, acho que era um antigo Presidente da República, estava um dia pescando quando foi abatido por uma sede muito grande e estava sem água potável. E repente ele avistou uma melancia enorme. Olhou para os lados e não viu ninguém. Sacou o canivete (pescador sempre tem um) e saciou a sede comendo a tal melancia. Quando terminou não achou justo se servir sem pagar. Sacou então a carteira do bolso, pegou dinheiro que achou suficiente para cobrir o prejuízo e colocou no lugar da fruta com um bilhetinho dizendo que se o dinheiro não fosse suficiente que o dono poderia cobrar a diferença dele. Assinou e colocou o endereço. Apesar da atitude até que foi um gesto honesto. Qualquer dia destes vou perguntar a ele quem era este cidadão.
Apesar de ser um pai bravo e castrador, de vez em quando, em nossas conversas, ele fica dando conselhos. Alguns viraram um poema. Não é lá essas coisas, mas sempre me fará lembrar dele.
Conselhos do meu pai
Se o vaso quebrou,
Não adianta consertar,
A água certamente vai vazar,
Você pode não perceber,
E as flores vão murchar.
Se você ainda gosta dele,
Nem tente os cacos colar,
Jogue tudo fora,
Compre outro igual,
E comece tudo outra vez.
Novo vaso,
Novas flores,
Tudo novo,
Vida nova.
Acredite de novo,
Confie e deixa a poeira baixar.
De repente você pode perceber,
Que era isso que faltava:
Renovar,
Esquecer velhos hábitos,
Criar um novo arranjo,
Para a vida continuar.
Não se apegue em velhas promessas,
Novos rumos são bem vindos.
Você pode até com as mesmas pessoas
À mesa se sentar,
Mas troque posições,
Mude a conversa,
Faça outro cardápio para o jantar.
Quem sabe ao final
Fique tudo no lugar.
O que passou passou,
Não adianta lamentar,
Faça de uma experiência infeliz
Motivo para crescer
E nunca para parar.
Lilia Maria
10/09/2003
Conselhos do meu pai
Se o vaso quebrou,
Não adianta consertar,
A água certamente vai vazar,
Você pode não perceber,
E as flores vão murchar.
Se você ainda gosta dele,
Nem tente os cacos colar,
Jogue tudo fora,
Compre outro igual,
E comece tudo outra vez.
Novo vaso,
Novas flores,
Tudo novo,
Vida nova.
Acredite de novo,
Confie e deixa a poeira baixar.
De repente você pode perceber,
Que era isso que faltava:
Renovar,
Esquecer velhos hábitos,
Criar um novo arranjo,
Para a vida continuar.
Não se apegue em velhas promessas,
Novos rumos são bem vindos.
Você pode até com as mesmas pessoas
À mesa se sentar,
Mas troque posições,
Mude a conversa,
Faça outro cardápio para o jantar.
Quem sabe ao final
Fique tudo no lugar.
O que passou passou,
Não adianta lamentar,
Faça de uma experiência infeliz
Motivo para crescer
E nunca para parar.
Lilia Maria
10/09/2003
Marcadores:
Amor Antigo,
Meu pai,
Velhas histórias
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Tempo de renovação
Hoje, logo cedo, sentei na varanda para tomar um café e respirar o ar fresco da manhã. De repente comecei a prestar atenção nas plantas. Há pouco tempo, olhando para os meus vasos, reparei que a Dama da Noite estava com poucas folhas e muitos galhos mortos. Já a Hortência, apesar de ter muitas folhas novas na base, os galhos mais velhos mantinham tufos de folhas que pareciam doentes. Ambas pareciam entristecidas. Não tive dúvida: peguei a tesoura e podei tudo. Hoje as duas plantas estão renovadas. Novos galhos e novas folhas emprestam a elas um ar saudável e feliz.
Pois então, muitas vezes não percebemos que precisamos podar as folhas e os galhos das nossas vidas para renová-la.
São velhos hábitos adquiridos ao longo do tempo, medos que nos assombram e nos fazem perder o sono na madrugada, coisas velhas que mantemos guardadas e ocupando espaços indevidamente e até pessoas cuja convivência está estagnada que precisamos “podar” para fazer com que novas energias nos levem para frente.
A mensagem que escrevi para os meus amigos no final de 2005 fala disso. Naquele ano eu finalmente estava sepultando os 20 anos de casamento para viver uma nova e fantástica fase da minha vida. Às vezes precisamos “morrer” para renascer com muito mais energia e vigor.
Mensagem
Pois então, muitas vezes não percebemos que precisamos podar as folhas e os galhos das nossas vidas para renová-la.
São velhos hábitos adquiridos ao longo do tempo, medos que nos assombram e nos fazem perder o sono na madrugada, coisas velhas que mantemos guardadas e ocupando espaços indevidamente e até pessoas cuja convivência está estagnada que precisamos “podar” para fazer com que novas energias nos levem para frente.
A mensagem que escrevi para os meus amigos no final de 2005 fala disso. Naquele ano eu finalmente estava sepultando os 20 anos de casamento para viver uma nova e fantástica fase da minha vida. Às vezes precisamos “morrer” para renascer com muito mais energia e vigor.
Mensagem
Ano novo,
Novos tempos,
A vida se renova.
Novos sonhos,
Novos projetos,
Novas paixões,
Grandes emoções...
E, se nada for novo...
De novo,
Faça o velho se renovar.
Ponha cores em velhas cores,
Dê lustro,
Espante a poeira,
Dê brilho!
Refaça caminhos,
Olhe por novos ângulos,
Recicle,
Releia,
Modifique regras antigas.
Faça adaptações!
Grandes, médias, pequenas,
Não importa!
O que conta é saborear a vida,
É curtir cada tantinho,
Ardorosamente,
Cuidadosamente,
Apaixonadamente,
Sempre e para sempre...
Lilia Maria
21/12/2005
A vida se renova.
Novos sonhos,
Novos projetos,
Novas paixões,
Grandes emoções...
E, se nada for novo...
De novo,
Faça o velho se renovar.
Ponha cores em velhas cores,
Dê lustro,
Espante a poeira,
Dê brilho!
Refaça caminhos,
Olhe por novos ângulos,
Recicle,
Releia,
Modifique regras antigas.
Faça adaptações!
Grandes, médias, pequenas,
Não importa!
O que conta é saborear a vida,
É curtir cada tantinho,
Ardorosamente,
Cuidadosamente,
Apaixonadamente,
Sempre e para sempre...
Lilia Maria
21/12/2005
Marcadores:
Amor Antigo
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Chama - Falando do "apagão"
A chama dança
Pra lá e pra cá.
Aurea, perfeita,
Exala luz,
Exala calor,
Uma leve fumaça...
E brilha!
E consome!
E se esvai...
Como a vida.
Lilia Maria
07/01/2003
Pra lá e pra cá.
Aurea, perfeita,
Exala luz,
Exala calor,
Uma leve fumaça...
E brilha!
E consome!
E se esvai...
Como a vida.
Lilia Maria
07/01/2003
Nada como falar de velas acesas depois de um apagão...
Pouco depois das 22hs do dia 10/11, terça-feira, de repente a casa ficou na penumbra. Misteriosamente não estava tudo apagado. Algumas lâmpadas permaneciam acesas, mas com um intensidade bem menor do que a que seria normal. A casa foi invadida por apitos dos aparelhos que lutavam para continuar funcionando. Saí desligando tudo... Lembrei do meu pai, quando passamos por situação semelhante, dizendo: desliga tudo, caiu a fase.
Com fase ou não fase, peguei a bolsa e saí (ainda bem que tem gerador no prédio... 14 andares na escada não dá).
Até que foi interessante encontrar o Zz na padaria. Ele saiu dizendo que ia sentir falta de ver TV e eu voltei para casa pensando em quanto tempo ainda teria para escrever no meu notebook. Isso até rendeu uma teoria matemática bastante interessante utilizando razões e proporções, mas agora ela até me parece discutível, afinal não dá para medir se a proporção do meu apresso pelos computadores (acho que aqui deveria ser Internet) tem o mesmo peso do dele pelas TVs (não o aparelho, claro).
Bom, está tudo muito bem, está tudo muito bom... mas onde anda a verdade?
Logo cedo, liguei a TV e veja uma representante do governo paulista afirmando categoricamente que desta vez São Paulo não tinha nada a ver com isso. Que o “povo” de Itaipu que se explicasse. Foi o dia todo ouvindo um monte de blá, blá, blá. Afinal, o que de fato causou o apagão? Um temporal? Raios em profusão, como ouvi em um jornal na tarde de ontem? De quem é a culpa? Do pobre São Pedro, mestre guardião das portas do Céu? É, até isso eu ouvi...
Eu só sei que me sinto na terra de ninguém. O negócio é apelar para El Chapulin Colorado... afinal... "Oh, e agora, quem poderá me defender?"
Pouco depois das 22hs do dia 10/11, terça-feira, de repente a casa ficou na penumbra. Misteriosamente não estava tudo apagado. Algumas lâmpadas permaneciam acesas, mas com um intensidade bem menor do que a que seria normal. A casa foi invadida por apitos dos aparelhos que lutavam para continuar funcionando. Saí desligando tudo... Lembrei do meu pai, quando passamos por situação semelhante, dizendo: desliga tudo, caiu a fase.
Com fase ou não fase, peguei a bolsa e saí (ainda bem que tem gerador no prédio... 14 andares na escada não dá).
Até que foi interessante encontrar o Zz na padaria. Ele saiu dizendo que ia sentir falta de ver TV e eu voltei para casa pensando em quanto tempo ainda teria para escrever no meu notebook. Isso até rendeu uma teoria matemática bastante interessante utilizando razões e proporções, mas agora ela até me parece discutível, afinal não dá para medir se a proporção do meu apresso pelos computadores (acho que aqui deveria ser Internet) tem o mesmo peso do dele pelas TVs (não o aparelho, claro).
Bom, está tudo muito bem, está tudo muito bom... mas onde anda a verdade?
Logo cedo, liguei a TV e veja uma representante do governo paulista afirmando categoricamente que desta vez São Paulo não tinha nada a ver com isso. Que o “povo” de Itaipu que se explicasse. Foi o dia todo ouvindo um monte de blá, blá, blá. Afinal, o que de fato causou o apagão? Um temporal? Raios em profusão, como ouvi em um jornal na tarde de ontem? De quem é a culpa? Do pobre São Pedro, mestre guardião das portas do Céu? É, até isso eu ouvi...
Eu só sei que me sinto na terra de ninguém. O negócio é apelar para El Chapulin Colorado... afinal... "Oh, e agora, quem poderá me defender?"
Marcadores:
Amor Antigo
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Loucuras do amor
Que grande descoberta
Fiz na calada da noite:
Meu amor não é cego,
É mudo!
E eu que pensei
Que desta vida sabia tudo,
Descobri que não sei falar,
Sou tão muda quanto o meu modo de amar.
Me ponho a rir feito louca,
É muita bobagem para alguém pensar.
E para você, que acaba de ver estes versos,
Fica proibido gracejar.
Lilia Maria
Ontem, conversando com a minha amiga Matilde Kronka, pensei nas inúmeras vezes que alguém esperou que eu completasse uma conversa de forma espirituosa ou fazendo uma observação que desse o gancho para uma continuidade ou ainda que eu pegasse o tal gancho e seguisse em frente com a conversa que tinha tudo para não chegar ao ponto final.
A minha mudez não é por falta de falar e sim o falar com tanta cautela que acaba sendo desencorajador. Quando percebo normalmente o meu tempo acabou e aí sim eu fico muda por não ter como retomar. O estrago está feito.
De onde vem este medo de falar?
Se eu for procurar os motivos de tal comportamento, vou achar alguém me dizendo: para de ser oferecida... mulheres não tomam a dianteira numa conquista... moça de bem não convidam, esperam ser convidadas... e por aí vai. Alguém me ditou a regra e eu não soube quebrá-la direito.
Um dia, conversando com o meu primo Paulo Mattos, ele disse alguma coisa mais ou menos assim: minha primeira mulher me conquistou pela insistência, ela disse que ia se casar comigo e não sossegou enquanto não conseguiu. Tudo bem, mas como ser insistente sem ser inconveniente?
Ser só insistente não basta. A outra pessoa precisa aceitar a insistência e recebê-la com alegria. Ou seja, o outro precisa querer ceder caso contrário estaremos apenas nos tornando chatos, e ao invés de conquistar estaremos fazendo com que a outra pessoa se torne cada vez mais arredia. Quantas vezes não passamos por esta situação mas colocados do outro lado? Quantas vezes não fugimos de gente que fica assediando? E quantas vezes não cedemos ao assédio depois de algum tempo mas sabendo que este tempo foi por puro charme?
Preciso repensar a mudez deste meu modo de amar...
Fiz na calada da noite:
Meu amor não é cego,
É mudo!
E eu que pensei
Que desta vida sabia tudo,
Descobri que não sei falar,
Sou tão muda quanto o meu modo de amar.
Me ponho a rir feito louca,
É muita bobagem para alguém pensar.
E para você, que acaba de ver estes versos,
Fica proibido gracejar.
Lilia Maria
Ontem, conversando com a minha amiga Matilde Kronka, pensei nas inúmeras vezes que alguém esperou que eu completasse uma conversa de forma espirituosa ou fazendo uma observação que desse o gancho para uma continuidade ou ainda que eu pegasse o tal gancho e seguisse em frente com a conversa que tinha tudo para não chegar ao ponto final.
A minha mudez não é por falta de falar e sim o falar com tanta cautela que acaba sendo desencorajador. Quando percebo normalmente o meu tempo acabou e aí sim eu fico muda por não ter como retomar. O estrago está feito.
De onde vem este medo de falar?
Se eu for procurar os motivos de tal comportamento, vou achar alguém me dizendo: para de ser oferecida... mulheres não tomam a dianteira numa conquista... moça de bem não convidam, esperam ser convidadas... e por aí vai. Alguém me ditou a regra e eu não soube quebrá-la direito.
Um dia, conversando com o meu primo Paulo Mattos, ele disse alguma coisa mais ou menos assim: minha primeira mulher me conquistou pela insistência, ela disse que ia se casar comigo e não sossegou enquanto não conseguiu. Tudo bem, mas como ser insistente sem ser inconveniente?
Ser só insistente não basta. A outra pessoa precisa aceitar a insistência e recebê-la com alegria. Ou seja, o outro precisa querer ceder caso contrário estaremos apenas nos tornando chatos, e ao invés de conquistar estaremos fazendo com que a outra pessoa se torne cada vez mais arredia. Quantas vezes não passamos por esta situação mas colocados do outro lado? Quantas vezes não fugimos de gente que fica assediando? E quantas vezes não cedemos ao assédio depois de algum tempo mas sabendo que este tempo foi por puro charme?
Preciso repensar a mudez deste meu modo de amar...
Marcadores:
Amor Antigo
Assinar:
Postagens (Atom)
